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Projeto de Lei Lucas Santos contra cyberbullying é aprovado pela Câmara Municipal de Natal


Walkyria e o filho Lucas Santos, que morreu aos 16 anos — Foto: Redes sociais

O Projeto de Lei Lucas Santos - em alusão ao filho da cantora paraibana Walkyria Santos, encontrado morto em casa no último dia 3 deste mês - foi aprovada nesta quarta-feira (11), na Câmara Municipal de Natal.

O projeto institui a Campanha Agosto Verde, cujo objetivo é conscientizar sobre o uso saudável das redes sociais e o combate ao cyberbullying em âmbito municipal.

Segundo Walkyria, Lucas Santos, de 16 anos, sofreu ataques nas redes sociais após publicar um vídeo no TikTok. Em vídeo publicado em uma rede social, Walkyria lamentou o "ódio destilado na internet" e disse que precisava deixar um sinal de alerta para outras famílias.

Walkyria e a família iniciaram uma campanha para aprovar um projeto de lei na Câmara dos Deputados que criminaliza atuação de "haters" (pessoas que destilam comentários de ódio) na internet.

"Eu e toda a minha família não vamos parar. Precisamos mudar, precisamos de leis, para que mais nenhuma vida seja perdida. A morte do meu filho não pode passar em branco", falou.

Walkyria Santos posta foto em campanha para aprovação da Lei Lucas Santos — Foto: Redes sociais

Na Câmara Municipal de Natal, o projeto de autoria do vereador Anderson Lopes, do Solidariedade, foi aprovado nesta quarta (11), com objetivo de contribuir para o fim das agressões na internet.

De acordo com o texto do projeto, durante o mês de agosto, deverão ser promovidas diversas atividades de conscientização, entre elas, a realização de campanhas educativas em escolas das redes pública e privada, além da promoção de palestras, veiculação na mídia e a iluminação de prédios públicos com a cor verde.

Pai de Lucas Santos, o empresário César Soanata falou em plenário e agradeceu a solidariedade dos parlamentares. "Nós, pais e mães, normalmente, achamos que esse tipo de coisa só acontece na casa do vizinho. A gente nunca imagina que nossos filhos podem estar sendo atacados de forma tão cruel por uma gama de pessoas que se denominam haters, ou seja, odiadores. O que nós queremos é que esse problema sério seja discutido, seja colocado à mesa e que seja combatido. Costumo dizer à mãe dele que nós vamos transformar o nosso luto em luta, uma luta na qual o bem vai sobressair ao mal. Tenho certeza de que a morte do meu filho não será em vão", afirmou César.

Fonte: G1 RN

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